sexta-feira, 28 de novembro de 2008

A minha melodia sem sentido.

Estou ouvindo música agora. Dizem que fica mais complicado ouvir e escrever, principalmente se a música for cantada, claro. Mas eu tinha que vir aqui e dizer essas coisas desconexas. Eu tinha que passar aqui e sentir teu gosto de novo. Desculpe se estou sendo irritante, sei que vim há 15 minutos atrás, mas não sou mais a mesma pessoa e também não o serei nos próximos 15 minutos então não se espante se eu voltar.

Talvez faça sentido o que você diz, porque ir se acabo sempre voltando? Não sei, não faz mesmo o menor sentido, mas não era o mesmo eu quando fui embora, não posso me responsabilizar por isso, do mesmo modo que não posso prometer ficar.

A música mudou, é um pouco mais alegre. Não entendo a letra, é inglês.

Mudou de novo. A outra devia ser muito pequena, mas era de fato melhor que essa. Não quero ser como a música... chata. Acho que vou sair um pouco e quando voltar já não vai mais estar na mesma faixa, você vai perceber, vai ser bem mais legal. Afinal, de que adianta amar alguém se não há o que oferecer? É por isso que parto nas minhas jornadas, e não ria por eu estar chamando de jornada uma caminhada de 15 minutos pela calçada. É o suficiente, ou talvez seja um pouco mais do que necessário, mas eu gosto de prolongar, sei que você vai estar aqui quando eu voltar e que finalmente também terei algo para oferecer. Me encanta a perspectiva de um amor recíproco.

A faixa já mudou sabia? E eu acho que continuo o mesmo, talvez não seja assim tão dependente da música. Pelo menos não tanto quanto sou dependente de você. De você e das minhas caminhadas. Percebe como já estou me tornando repetitivo? Não tenho muito mais o que oferecer, vou partir numa jornada, mas volto.

A música acabou, acho que cansei de ouvir.

Já disse que te amo hoje? Pare de rir, não sou tão patético. Tem razão, ainda ofereço algumas risadas, acho que posso ficar mais um pouco...

Aliás, já disse que te amo hoje?

Não?! Pára de rir! Eu te amo, mas tenho mesmo que partir numa jornada.

Note que escrevi essa última frase sem ouvir nada além do girar do ventilador e do bater das teclas. Não deixa de ser uma bela melodia.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Enquanto ainda estou vivo...

Esse blog está abandonado. ._.
Não tenho escrito nada ultimamente. Mal tenho vivido pra ser bem sincero...
Acho que é por isso que aquelas criaturas brancas me perseguem pelos sonhos, as obrigações. Só querem ser acolhidas. Aqueles objetos de metal que carregam é apenas uma forma de tentar esconder sua fragilidade. uma forma de mostrar que "ainda estão ali". E se mesmo assim você não notar elas vão invadir sua casa durante a noite e perturbar-lhe o sono. É deveras complicado dormir com tantas obrigações abandonadas por perto, há quem consiga. Mas elas tratam de atirar os objetos direto na sua cabeça. Dói, mas é legítima defesa. Não existe dor maior que a solidão, coitadas.
Levando isso para um âmbito maior, todos temos uma obrigação com o mundo, desde o dia em que nascemos. Não espere a hora de dormir para lembrar da sua. Viva.

Thiago Gallego.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Carolina

Olá pessoas \o/
Saudades de postar aqui.

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Texto 13

Carolina

“Sem documentos ou lembranças jovem é encontrada desmaiada em plena Avenida”

Por mais que soubesse que já havia lido aquele recorte de jornal outras 2554 vezes nos últimos 363 dias não o teria tirado do bolso. Tampouco teria se considerado uma fanática. Apenas alimentava a esperança de recobrar, ao menos, parte da memória.

E enquanto tomava seu café da manhã e folheava o jornal do dia que trazia notícias como a do rapaz capturado que tentara se tornar um serial killer ou a da chegada de uma nova HQ de super-heróis ela só conseguia pensar uma coisa:

“enquanto tem tanta gente querendo ser especial...

...eu só quero poder ser alguém.”

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Posso escrever um livro...

Boa noite pessoas \o/

Acabei de conseguir finalmente escrever um texto que está muito estranho, muito mesmo, diga-se de passagem. A estrutura ta feiosa e tudo o mais, mas gostei, ainda assim =]

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Texto 12

O passado de um futuro escritor.

Acabara de saber.

Posso escrever um livro.

E realmente podia, as pessoas gostam de conhecer desventuras. Estava na casa do Amigo quando a notícia chegou. Terceira Revolução Industrial, as notícias voam.

Dia primeiro fora o cachorro, pouco tempo depois um incêndio resolveu levar a casa e os avós. Quem imaginaria que ir ao cinema com os pais poderia salvar uma vida? Até diria que salvou três, mas não seria assim tão fácil, não depois daquela tarde, não depois daquela notícia.

"Terrível acidente de carro, nenhum sobrevivente." Disse o locutor.

Não estava dando a mínima, nunca gostara muito de televisão; continuava a jogar com o Amigo, adorava jogos de tabuleiro. Mas não satisfeito, o maldito locutor resolveu falar o nome das vítimas. Não satisfeito o maldito locutor enunciou o nome de meus pais. Nunca gostara muito de televisão.

O Amigo e sua mãe não conseguiam falar nada, apenas me observavam com expressão de horror. Talvez esperassem ver-me chorando, mas não havia motivo para tanto. Não podia ter sido de outro jeito, nunca fora a pessoa mais sortuda do mundo, a metade restante da perna direita que o diga, mas isso não torna minha vida menos feliz. Apenas um pouco mais... complicada.

"O que vai fazer agora?" O Amigo não se conteve.

"Não sei, ainda tenho de pensar."

"Se houver qualquer coisa que pudermos ajudar" A Mãe resolveu se pronunciar. "Mas... como acha que vai ser agora?"

"Realmente não sei, ainda tenho muito no que pensar."

Nos calamos todos até que o pai do Amigo chegasse e a mãe explicasse a situação. Pude distinguir algumas palavras dentre os sussurros.

"O coitadinho perdeu tudo."

Suspirei.

Mas se ela soubesse a besteira que estava falando...

Ainda posso escrever um livro.

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E vocês, caros leitores, o que vão fazer agora?

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

It’s the end of the world as we know it

Hi folks o/

Então, hoje estou postando mais um texto ruim *-*

*De onde vem esses textos tão mal escritos e feitos às pressas?

Bem eles vêm de momentos em que eu quero escrever mas não tenho a menor inspiração 'o' Acaba tendo que sair meio forçado [estou até pensando em fazer o teste do Activea 'o']

Antes de divulgar o texto devo dizer que, se é a primeira (ou uma das primeiras) vezes que você vem ao blog, faça o favor de pular esse texto. q

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Texto 11 (Rascunho)

Fim dos Tempos

Eles eram os últimos. Os restos do que um dia fora a humanidade, sobrevivendo do lixo que um dia fora a Terra. Seis no total, cinco crianças, que tiveram que crescer mais rápido que eram capazes e ela. Ela que sempre quis poder chamá-los de filhos e afagar quando tivessem medo. Sempre quis poder lhes dar um beijo ou, ao menos, um nome. Mas aqueles seres não precisavam de uma mãe, precisavam, apenas, sobreviver.

Dentre os seis, ela era a única que conhecera a Terra antes de tudo acontecer, mas preferiu apagar esse episódio de sua cabeça assim como tudo o que dizia respeito aos velhos tempos. Nem ao menos ensinara os 'filhos' a falar, uma vez que para que ficassem vivos gestos e grunhidos eram o suficiente. Sempre que uma dos crianças ousava dar nome a algo ela fazia questão de dispor todas as suas forças num único tapa de modo que, mesmo semanas depois quando a marca da mão não mais fosse visível eles se lembrariam de não o fazer de novo. Seu maior medo era que suas crias, no fim das contas, adquirissem os mesmos hábitos da antiga humanidade, assim como aconteceu com o filho menor. O pequeno parecia uma fábrica de substantivos. Certa vez confundiu um lobo faminto com o animal amigável que ele mesmo nomeara como "au". Nunca mais pôde nomear nada.

Ainda no dia do falecimento, mesmo abalada, teve que esconder suas lágrimas e acasalar com seu filho mais velho. Ficou impressionada ao ver como sua criação estava tendo sucesso. As crianças, sem conhecer o afeto, se mostraram indiferentes a perda, sua única preocupação foi a de não deixar o bando desfalcado. Mas ela, mesmo tentando romper com os costumes da antiga sociedade não conseguia se sentir bem mantendo uma relação sexual com o próprio filho. Os outros não conheciam esses laços, os meninos e as irmãs fariam o mesmo quando estas pudessem procriar talvez viessem a fazê-lo, algum dia, até com as próprias filhas. Suas criaturas eram muito superiores à criadora e ela se orgulhava de seu trabalho.

Já estava perto do dia em que o novo integrante sairia da barriga quando o grupo teve uma de suas costumeiras 'crises sérias de comida'. Conseguiram, porém, nos destroços do que um dia deveria ter sido uma casa algumas latas com comida, já podre, claro, mas esse, como tudo para eles, era um detalhe indiferente. Acamparam ali aquela noite. Enquanto a mulher dormia, os filhos procuravam pelo chão qualquer utensílio que tivesse alguma serventia. Acabaram encontrando bonecos: bombeiros, astronautas, super-heróis. Ficaram instigados com o ar superioridade que estes tinham e com a forma como se vestiam. Começaram a tentar imitar. Pegavam panos no chão e amarravam no pescoço, colocavam facas diante do corpo e começavam a fazer pose. Bem no fundo, ainda eram crianças. Mas não notaram que a mulher fosse acordar e presenciar aquilo. E foi tomada pelo ódio que ela arrancou de suas mãos aquilo que há algum tempo atrás chamara de heróis e depositara confiança, fez questão de que todos vissem enquanto os arremessava na fogueira. Enquanto o plástico dos brinquedos derretia acabou deixando escapar um sorriso, mas não importava, naquela noite sua vingança estava feita.

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domingo, 31 de agosto de 2008

Sonhos

Palácio dos Sonhos Perdidos

Os dias passavam despercebidos, ofuscados pelo descontentamento. Normalmente a vida era assim, no palácio dos sonhos perdidos. Ela estava lá, fazendo companhia às abelhas enquanto andava de um lado para o outro com o olhar sem rumo que conservava a anos. Até que finalmente veio a Morte.

- Veio rir mais um pouco da minha desgraça?

- Rir? Já me diverti o bastante, devo admitir. – Disse a Morte enquanto olhava para as cicatrizes no corpo da moça.

- Porque não me levou antes.

- Foi tu mesma quem me pediste, não te recordas? Aliás, estava tão feliz, sorriso na face, rumo no olhar... O que te deixaste nesse estado?

Enquanto a morte caia na gargalhada, a moça tentava conter seu pranto.

- Nós estávamos felizes juntas. Pela primeira vez eu entendi o que era amor de verdade. Deixei até de ligar para o que os outros pensam, tínhamos planos, eu finalmente tinha algo no que acreditar. Então veio você.

- E o que de errado eu fiz?! Me imploraste por tempo, dei-te tempo de sobra para prosseguir com tua felicidade. Mas eu tinha que cumprir minha meta, tinha que levar mais alguém naquele dia.

- Essa era a sua intenção desde o início, nunca pretendera me dar uma chance não foi?!

- Não sou de planejar as coisas, ela estava por perto na hora, tu tinhas pedido para ficar... Teu problema é da alçada do Destino, não me pertence. Tem gente que ele não quer que seja feliz, entendes?!

- Mas então porque não me levou quando quis ir?

- Fala dessas cicatrizes aí?! Eu disse que ia te dar tempo e dei, se resolveste desistir no meio do percurso não foi culpa minha.

- Você gosta de ver sofrimento não gosta?

- Quando se tem a minha idade, acaba sendo inevitável se deixar levar pela insanidade e pelo sadismo, esperava que fosses capaz de compreender...

- Vamos ou não?!

- O telefone está tocando, ainda há tempo de atender.

- Estou prestes a morrer! Quem liga para os clientes?

Mas a morte já estava com o telefone no ouvido.

- Aí é do Palácio dos Sonhos? – perguntou a pessoa do outro lado da linha.

- Sim, desejas alguma coisa?

- Cem gramas de presunto, uma caixa de leite e 3 sonhos, se vocês ainda estiverem entregando a essa hora.

- Ela quer presunto, leite e sonho, o que eu respondo? – perguntou a Morte para sua anfitriã, divertindo-se com a brincadeira.

- Diz que o sonho acabou faz tempo. – Foram as últimas palavras da mulher.

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P.s.: estou postando pelo Word, provavelmente vai ficar "a little" mal formatado =p

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Everybody's trying to make us another century of fakers

[edit] sério, só não apago esse post por causa dos comentários D: [/edit]


Hoje vou postar minha redação de inscrição para o ICJr. Comecei num tempo vago e terminei na aula de física então dá pra dividí-la claramente em duas partes (a parte sem pressa e a parte com pressa; a parte ruim e a parte horrível, ou como quiserem u.u)
Achei muito fraca, mas digam ai =]
Avaliem ou comentem, rapaziada (tati diz: você fala essas coisas como se muita gente visitasse seu blog neh?!) u.u

O homem vestido de baleia chama uma garota de uns 9 anos na platéia e pergunta o que ela quer ser quando crescer. "Uma enferemeira" ela responde. Começa então a discursar mandando-a acreditar em seu sonho e exaltar a função das enfermeiras.

Onde estão os precoces nessas horas? E se ela dissesse 'prostituta', o que ele ia responder?! - "Believe"

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Texto 8

(des)marginalização

Vivemos numa sociedade que impõe o ser humano a crescer em determinada velocidade. Temos hora certa para começar a andar, parar de mamar, aprender a escrever e, a partir do dia em que nascemos ganhamos uma data fixa de amadurecimento anual. Não estou dizendo que não seja necessária, mas essa onda de imposições, esse padrão da evolução do ser somado com nossa sociedade excludente, 'estranhofóbica' acaba por acentuar a marginalização de pessoas fora-do-padrão. Agora, além do negro, do homossexual, passamos a ter a criança de 8 anos que mal sabe escrever o próprio nome, a gestante de 13, e o garoto com seus 16 mas sem nunca ter tido uma namorada. Os estranhos e excluídos começam a formar suas próprias tribos, dentro das próprias tribos começam a surgir novos padrões (um pouco mais flexíveis claro) e vamos caminhando nesse ciclo vicioso.

Pois bem, mas onde quero chegar depois de tanto fugir do assunto?

Desde os 10 anos quando entrei num curso para entrar no CAp, CPII e cia. (vale dizer que Cia. Não é sigla de colégio) as pessoas começaram a perguntar: "vai tentar entrar para o CAp?! Já sabe o que vai fazer na faculdade?". Nunca entendi muito bem a relação entre as duas coisas, mas com o passar do tempo o padrão vai dizendo que é hora do adolescente decidir seu futuro e as perguntas foram ficando cada vez mais freqüentes e variadas: "ouro nas olimpíadas de matemática?! Então vai pro lado da engenharia, não é?!" "Já ta no segundo grau?! Já decidiu o que vai fazer?". E agora sou eu que me pergunto:

"O que raios eu vou fazer na faculdade?"

Realmente não faço idéia. Queria fazer algo relacionado a escrever, ou talvez alguma coisa ligada à matemática, mas nenhuma idéia muito firme me veio até então. Exatamente por isso não posso esperar nada do ICJr., ou pelo menos nada muito objetivo. Vou optar pelo projeto que mais me chame a atenção e assim começar a ter uma idéia de resposta para a maldita pergunta. Caso contrário, daqui a pouco vou ser só mais um marginal, um garoto do ensino médio que não sabe o que vai fazer da vida, então melhor aproveitar enquanto ainda dá para dançar conforme a música.

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p.s.: Existe uma grande chance de essa redação ter sido feita à toa, diga-se de passagem, uma vez que eu devia ter entregue a muito tempo.
p.s.²: Sim, pode usar isso como mais um argumento para eu "cair no seu conceito" u.u
xP

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Ahá consegui fazer um post *-*

Hi folks o/
Venho tentando escrever algo mas não consigo, nada saia, sem a menor inspiração. E mesmo quando eu começava a escrever alguma coisa não dava certo, não é nem questão de gostar ou não, mas eu simplesmente não sentia que o texto estava completo. Ontem, quando eu estava indo dormir sou acometido pela idéia de escrever para a Inspiração. Eis aí que me deparei com algo que nunca havia percebido: o quanto a Inspiração é importante para mim e como eu me sinto mais completo com ela. O resultado é essa carta "enorme" aí em baixo. O que me encantou nela é que diferente do que eu esperava, realmente houve sentimento na carta sabe?! Sim, talvez eu seja maluco em escrever para um substantivo abstrato, mas se for, não ligo, morrerei na insanidade. =]

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Rio de Janeiro, 18/08/2008

Querida Inspiração,

antes de mais nada venho dizer que tenho percebido o quanto és importante para mim e o quanto me completas. Todos esses dias que tenho passado em sua ausência me têm sido verdadeiramente sufocantes, sinto muito a sua falta...

Porque me deixastes?

Haveria sido porque em 15 dias de viagem mal te dei atenção?! Não fiz por mal, eu estava empolgado, em outro país, me preocupei tanto em falar inglês e admito tê-la esquecido. Mas não creio que haja sido esse o motivo, sei que estiveras presente, naquela noite em que durante a festa conversamos sobre lazer alienado e ideologia, eu com o pouco que sabia de filosofia e tu com tuas grandes sacadas e idéias, realmente divertido. Então porque me deixastes?

Teria sido, talvez, por ciúmes? Desde que voltei de viagem,devo admitir, só te procurei para poder voltar a postar no blog, não pelo prazer de escrever. Por isso me deixaste? Não fiz por mal, juro. Sempre gostei de mostrar meus escritos para as pessoas e tu sabes bem disso. Assim sendo, o advento do blog acabou criando uma relação leitor-escritor, por assim dizer, demasiado agradável, cativou-me, assim como tu fizeste.

E se eu estiver falando besteira? E se não for o Blog. Foi então porque eu nunca te dera os créditos por nada que tenhamos escrito. Não o faço por mal, nunca tive a intenção de te tratar apenas como um objeto, um meio de produção. Porque nunca me avisates?

Foi isso não foi?! Foi no conjunto de todas essas minhas faltas que decidistes por me deixar. Por mais que sinta sua falta, não estás errada. Só agora vejo como falho contigo. Tu sempre ao meu lado e eu não dando o valor (bem tema de pagode não eh?!). É uma pena que eu só possa ver agora, que por mais abstrata que os outros te vejam, para mim és mais real do que o chão em que piso e não temo em dizer que te amo. E espero que não seja tarde para pedir

Volta para mim!

Saudades não me faltam. Da folha que escrevo ainda tenho o verso; na caneta, em minha mão, resta tinta, mas ainda não vale à pena escrever. Esperar-te-ei, então, todos os dias e noites que ainda estão por vir, pois somente “com você o meu mundo ficaria completo”.

Aguardo-te eternamente,

Thiago Gallego

domingo, 22 de junho de 2008

Eu devia estar lendo a apostila de história =X

Olá gente, mó tempão sem postar. Eu até podia dizer que é a falta de tempo, mas embora eu realmente ande MUITO cheio de coisas para fazer, não tenho feito nada é simplesmente a falta de algo decente pra postar [sendo que estou postando todos os micro-contos num mesmo post =P].
Agora à pouco eu estava indo estudar história, mas aí comecei a ouvir Belle & Sebastian e pensei nas historinhas legais que as letras deles têm e resolvi fazer algo do tipo, então comecei a escrever e fui mudando as coisas do nada e foi ficando cada vez mais longe da proposta "à lá B&S", com rimas idiotas e talz, mas ainda asim eu gostei.

Tema de hoje:







xD

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Texto 6

Heresia

Ela acordou meio mal naquele dia,

Sabia que estava esperando uma catástrofe.

Pegou todas as crenças que podia.

Era um bom castigo, pensou, para uma vadia.


Foi até a capela e lá estava o padre.

Subiu as escadas de joelho e fez tudo que pudesse atrasá-la,

Deixou no cofre uma bagatela e rezou para sua comadre.

Sabia que estava esperando uma catástrofe.


-Foi você quem contratei? - o padre perguntou.

-Não senhor, vim aqui me confessar.

-Sim, foi você, sei que não me enganei! – dessa vez ele afirmou.

-Não senhor, vim aqui me confessar.


E estando o padre a se enfezar lhe perguntou o que tinha a dizer,

Fechou-se na cabine caso viesse a cochilar ou a conseguisse convencer.

-Sinto-me esperando uma catástrofe - ela disse.

- Eu esperava uma puta - retrucou o emissário do Senhor.


-Sempre achei que isso fosse proibido – falou meio sem chão.

-Não quando essa é a vontade de Deus!

Desde pequena fora ensinada a acreditar, não foi diferente dessa vez,

Expremeu-se com o padre na cabine, ele disse que a iria evangelizar


Sempre achei que isso fosse proibido - ela dizia.

-Não quando essa é a vontade de Deus – e o padre se satisfazia.

Ainda assim ela não se sentia bem,

Sabia que estava esperando uma catástrofe.

O tempo foi passando e o passado a veio assombrar,
"Grávida e soro positivo" assim o doutor a resolveu chamar,
"Evangelho no ventre e demônio no corpo" foi o que ela ouviu.

Sempre soube que estava esperando uma catástrofe.

Foi ao padre re-confessar, disse ter sido a única vez sem se preservar.

-Nada posso fazer minha filha, reze e peça ajuda a Deus! – o sábio respondeu.

E na raiva procurou uma clínica qualquer,

Se livrou do evangelho e viveu o resto dos seus dias com o demônio.

________________

Abraços o/

domingo, 8 de junho de 2008

Micro-contos


Insônia
Contorcia-se na cama como se aquilo pudesse trazer o sono. No fundo, só tentava aliviar a culpa por ter sonhado o dia inteiro.

Abandono
Exausto e com um sono descomunal, deitou-se na cama. Sonhou que reencontrava seus pais e seu irmão mais velho. Não parou para se perguntar porque estava demorando a acordar, os sonhos são assim normalmente.
Não sabia que sobre seu caixão sua esposa estava em prantos.
-Desgraçado! Me abandonou! - ela berrava
-Você sabia que ele faria tudo para estar aqui. - consolou um amigo da família.
E enquanto jogava xadrez com seu falecido irmão, ele se divertia. E ria, e ria...

Diagnóstico
Era seu último dia entre nós. Pelo menos foi o que dissera o médico. Resolveu, então, ser infrator. Começou não tomando café, no jornal só leu os classificados, rasgou as cartas e o telegrama. Por fim, pegou o dinheiro que lhe restava e pensou: vou torrar tudo!
Mas não esperava ser abordado pelo cara estranho ao lado e o cara não sabia que, naquele dia, ele era infrator, não esperava reação. O cara estranho acabou tendo que atirar.
O médico acertou, afinal. Pensou ele.
Se ao menos tivesse aberto o telegrama teria visto as palavras:
"Cometemos um erro!"

segunda-feira, 2 de junho de 2008

fora das normas u.u

Olá galera (?)
Como eu tenho escrito pouco por mês eu resolvi fazer, hoje, uma parada diferente =D
Estou postando um texto que eu escrevi quando tinha 12 anos. Eu estava numa festa, daquelas que todo mundo vai pra casa de alguém e fica o dia inteiro lá e depois dorme lá e etc =P Então, eu tava sem sono e n tinha nada pra fazer de madrugada e comecei a escrever no escuro mesmo. :B
Esse é um dos poucos textos meus que eu gosto e até hoje não sei se ele é poema mesmo ou uma prosa dividida em versos. Também não sei usar pontuação num poema então tirei praticamente todos os muitos pontos e vírgulas que tinha, logo quando for ler cabe à você, leitor, entre um verso e outro fazer as pausas convenientes >.<

Ele

Foram anos sozinho
Sem ninguém para com quem viver
Nenhum abraço amigo para ajudar quando precisasse
Mas ele não desistiu.

Obstáculos todos nós temos
Dificuldades todos encontramos
Errar todos erramos.
Mas desistir é entrar em estado de covardia
Seria trgüar sem sequer tentar
Fechar o livro sem antes terminar

Então ele tentou...
Tentou demais e conseguiu além
Agora tinha, até, amigos
Mas amigos que o apunhalavam pelas costas interessados num "bem maior"
Bem este forte o suficiente para arruinar sua vida.
Mais uma vez não tinha nada.

Porém ele continuou.
Ainda sozinho.
Jogado às ruas, largado à própria sorte
Pela ajuda daqueles que um dia chamou de amigos
Aqueles que , nesse momento, desfrutavam da riqueza e do poder que conquistara.

De início, estaria mentindo se dissesse que não se importava
Mas logo descobriu o segredo da vida
E agora já não é mais tão sozinho.
Ele tem os outros
E enquanto junto a eles se desintegra
Sente-se mais feliz...
As dificuldades acabaram.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Em nome da amizade ^^

Prezados leitores, antes de mais nada gostaria de desejar-lhes uma boa noite independente da hora que seja e dizer que minha demora para postar agora não tem nenhum motivo concreto. Tempo até que tenho tido bastante por enquanto, mas toda vez que começo a escrever algo acabo escrevendo coisas muito pessoais e ao mesmo tempo que gostaria que as pessoas lessem a censura interna acaba sendo mais forte e acho que todo mundo compreende isso neh?! xD E quando eu vejo que não posso mostrar para ninguém eu paro de escrever, porque eu acho que se não dá pra mostrar pra ninguém, nem que seja para a pessoa odiar não vale à pena escrever. De certa forma eu admiro aqueles que escrevem puramente por satisfação pessoal, mas não consigo, não sei fazer isso.

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Amizades

Sempre fora assim, minha vida. Uma série de amizades que foram ficando distantes. Amizades cada vez menos constantes.

A gente muda de casa, muda de escola, muda de jeito e parece que as pessoas vão sumindo. Pessoas que eu via todo dia e cuja companhia eu sempre adorei ter deixam de fazer parte da minha vida e muitas vezes a culpa é minha. Os amigos do antigo prédio do antigo curso ou da antiga escola. Aqueles que ficaram e aqueles que foram. Uma distância ridiculamente superficial, mas que, para alguém sem muita iniciativa pode equivaler a quilômetros.

É aí que eu mergulho nas memórias e me perco na saudade. Aqueles dias tão bobos, simples que com o tempo e distância foram se tornando tão especiais. Aquela época que não volta jamais.

Encontro no dormir um momento para voltar a ver meus amigos. Acordo e a dor de saber que nada daquilo foi real e provavelmente nunca será ofusca todos os bons momentos dos sonhos. Começo então a revirar minhas tralhas e encontro uma carta que um amigo me escreveu. Percebo que na simplicidade da criança e na beleza da amizade nunca consideramos a possibilidade d'aquilo acabar. E é em meio a lágrimas que demonstro minha indignação em relação ao futuro. Um futuro tão distante das perspectivas inocentes de uma criança.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Outro retorno

Sobre o texto em si, só tenho a dizer que me inspirei de certa forma, num livro que nunca li na minha vida. :B

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Governanta

A porta do taxi se abriu e ela desceu. Imaginava seria apenas mais uma, nunca esperei que fosse mudar a minha vida. Laura era seu nome. "Mas pode me chamar de Berê" me diria mais tarde. Fechei a cortina novamente e voltei ao videogame, sabia que ela se apresentaria aos meus pais e eles logo viriam apresentá-la a mim. Mas não me importava muito, nunca me importei, nunca gostei muito delas. Se instalavam em nossa casa sem nunca nos ter visto antes, cuidaria de mim e de alguns assuntos da casa para no final do mês ter seu pagamento. Não era nada pessoal, mas nunca achei que fosse um emprego para um ser humano, quer dizer, ela teria que cuidar de mim e da casa como mesmo zelo como se não houvesse diferenciação de um para outro. Talvez não houvesse mesmo, mas é desesperador considerar essa hipótese, até porque a casa não tem sentimentos, não acho que ela ficaria triste se eu recebesse só um pouco mais de atenção. Não era como acontecia com meus pais. Todos sabiam que eles preferiam o trabalho a mim. Isso não era reconfortante, claro, mas era bom saber, ao menos, que eles eram humanos.

Já estava atrasada no dia seguinte quando veio me acordar. Encontrou-me pronto.

-Bom dia Julian! Acabei dormindo demais, desculpe – Ela disse, de forma tão leviana que me irritou. Não se preocupava se eu perderia a hora ou não.

-Tudo bem, já estou pronto. – Respondi fingindo não dar a mínima.

De início ficou apenas me observando como se não soubesse o que dizer. Até que esboçou um sorrisinho e deu uma piscadela. Então se retirou. Não entendi muito bem. Ela estava conseguindo me intrigar. Talvez fosse proposital, mas nenhuma havia feito isso antes e, embora não soubesse o porquê, eu estava gostando.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Retorno

Prezados leitores.
Antes de mais nada gostaria de me desculpar pelo longo tempo sem novas postagens. Em parte estive enrolado. Em parte não tive inspiração, em parte tive preguiça. Mas agora, realmente, não estou tendo tempoo acabei de passar por uma semana com bilhões de testes e estou entrando em semana de provas, mas quem diria que em meio aos trabalhos eu acabaria sendo obrigado a escrever?! Então resolvi aproveitar e postar. Até porque adorei escrever de novo, mesmo tendo ficado horrível xD
Era um trabalho de filosofia, a proposta era escrever um mito e a idéia que a professora deu era que o mito fosse relacionado ao rio de janeiro, tema do projeto da folha dirigida de 2008, para poder selecionar algumas histórias para o livro. Eu estava até contente com a minha redação, até que alguém leu a sua e estava tão boa que eu me senti um lixo u.u mesmo assim adorei ter escrito e vou postar =P

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Texto 3

Latido de Janeiro

Ser um deus nunca havia sido muito agradável. Caos era só. Seu trabalho era criar e cuidar. De início criava apenas “coisas”: montanhas, lagos, cachoeiras e, sempre que queria “mexer” nelas, o fazia por meio de ventos, tremores de terra, ou seja, intermédio da natureza. Mas sempre soube que algum dia, isso se tornaria chato.

Esse dia chegou. E foi tomado pelo tédio que teve a idéia de implantar em criar coisas com pedaços de si próprio dentro. Como resultado obteve aquilo que hoje conhecemos por vida. Foi aperfeiçoando seus seres cada vez mais e adorava ver a forma como resolviam seus problemas. Achava divertido colocá-los em situações diferentes só para ver como sairiam, afinal eles tinham apenas parte de um deus, não eram um. Como aquilo era divertido...

O tempo foi passando, e embora sua “vida” não fosse mais tão tediosa, agora sofria de um mal diferente. Solidão. Seus seres eram engraçados, mas eram ingratos. No curto período em que a parte de caos sobrevivia fora do todo os seres só se preocupavam em alimentar seus desejos. E aquele que os havia criado com um pedaço de si próprio? Já haviam tentado conversar com ele? Já haviam notado sua presença, ou será que não era muito importante? E foi em meio a essa revolta que resolveu acabar com a vida, acabar com as coisas destruir de uma vez por todas o planeta do qual cuidava.

Mas um som inesperado interrompeu seu plano. Era um latido. Mas não um latido comum, aquele era direcionado, aquele latido era para Caos. Pela primeira vez um ser se dirigia a ele. E foi assim, tão de repente como o som, que esqueceu seu remorso e perdeu sua cólera. E dedicou todo o seu tempo a seu novo amigo. Como estava feliz, como era bom. Um cachorro e seu deus, um deus e deu cachorro. Dois amigos.





E foi inebriado de felicidade que Caos deixou de se atentar ao inevitável problema que viria a enfrentar. O Cão não era como ele. O cão era mortal e foi justamente por isso, que este abandonou a vida. Foi justamente por isso que o cão abandonou seu amigo, mergulhando este numa eterna tristeza. Mergulhando a Terra numa eterna tristeza.

Tentando entender o ar de tristeza que os envolvia, os seres pela primeira vez conseguiram ver seu deus. Tentaram ajudá-lo. Aliviar sua dor, mas já era tarde. As coisas nunca mais seriam as mesmas. Caos nem mais olhava para os seres, não via nada, apenas a morte do único ser a quem amou. Precisava se livrara daquela dor.

Até que chegou a conclusão de que a única forma de esquecer a tristeza, era livrar-se de todo o amor que sentia. Mas onde o depositaria? Achou um lugar até então vazio e lá, deixou todo o seu amor e junto com ele todas as suas memórias.

Mais tarde conhecida como cidade maravilhosa, uma cidade criada unicamente pelo amor, uma cidade que curiosamente tem a forma de um cachorro. Foi ali que Caos deixou seu mais nobre sentimento.

Ser um deus era novamente uma fonte de tédio. Agora que a tristeza não mais acontecia, muitos seres voltaram a ignorar a presença de caos, é claro que muitos ainda tentam divulgar, mas nenhum se dirigia a ele. Mas isso não importava pois ele descobriu um lugar onde esquecia sua tristeza ou fúria e era tomado por um sentimento muito bom, algo familiar, mas que não sabia explicar. Caos estava provando do próprio amor.

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Grande abraço a todos.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Sem idéias pra título, sorry ^^

Boa noite ^^
Bom, primeiramente, quero informar que estou desistindo da idéia de ter um prazo pra postar, pelo menos por um tempo. Vou acabar não cumprindo com ele.
Segundamente, agradecer ao único voto que eu tive até agora na enquete.
Terceira e ultimamente quero dizer que adorei escrever essa redação, não que ela tenha ficado boa, porque realmente ficou horrível, mas eu nunca, pelo menos não que eu me lembre, havia escrito algo parecido e foi realmente divertido fazê-lo xD.

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Desconfiança

-Bom dia – diz ela de uma forma natural e ao mesmo tempo técnica, como se não se importasse com quem estava falando, ou até mesmo se era dia realmente, fazia aquilo como uma obrigação.

-Bom dia. – respondo enquanto a porta se fecha e confiro se o ‘térreo’ está marcado.

A porta se abre, e como se eu não estivesse ali, ela sai andando. Talvez esteja atrasada pensei. Mas, não, ela não é do tipo que se atrasa, é profissional demais.

Passo pelo porteiro e pergunto se há previsão de chuva, mas não me importo com o tempo, tenho um guarda chuva na mochila, é apenas o hábito. Seria frio demais passar por ele sem nada dizer, como se ele só estivesse ali para abrir a porta. Algo me chama a atenção e sou impelido a olhar sua face, nunca tinha reparado, em seus traços típicos de um nordestino. No fundo eu sou igual à moça do elevador. Mas isso me incomoda.

Caminho pela praça devorando, com o olhar, tudo ao meu redor, não quero que me escape um detalhe sequer. Engraçado como nunca tinha reparado naquele paralelepípedo solto em frente à padaria que, por sua vez, tem seu ‘A’ meio apagado, tornando-se apenas uma PADARI.

Sentado no banco da praça posso ver com clareza: uma mãe leva seus três filhos para as respectivas escolas. O garoto e a garota estão discutindo, provavelmente algum motivo infantil demais para um adulto, já que a mãe parecia nem se importar com aquilo. Essa sim parece ter pressa, estava arrumada como se ainda tivesse que ir ao trabalho, nem reparou que as pernas do menor quase não conseguem acompanhar seu ritmo.

O pequeno tropeça no paralelepípedo. O casal para de discutir e o ajuda a se levantar. Todos os quatro andam devagar até o banco em que me encontrava onde o pequeno pode sentar e responder a uma série de perguntas como ‘você está bem?’ ou ‘acha que consegue andar até a escola?’. O casalzinho retoma a discussão:

-Hoje é você que vai fazer o trabalho, você nunca faz nada. – Diz a garota.

-Então porque faz dupla comigo? – perguntou o garoto.

-Ah... porque... – fala a garota desconcertadamente.

-Quem é você? – pergunta o pequeno apontando para mim e interrompendo a conversa dos irmãos. Havia sido o único a perceber minha presença até então.

Tive medo de responder a pergunta. Tive medo de encarar a verdade...

-Toma! – Entrego-lhe o guarda-chuva. - O porteiro disse que não vai chover. – Fecho a mochila e vou embora enquanto eles me observam sem nada entender.

... mas às vezes é preciso assumir as responsabilidades.


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p.s.:Ah eu adoro receber comentários então você, caro leitor, comente, diga o que acha, o que deve mudar em relação ao blog, aos textos, à qualquer coisa. Críticas, sugestões, etc são sempre bem vindos =DDDD

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Mudança

Como é estranho quando se perde a confiança no ser humano e em si mesmo. Uma marca de fraqueza eu diria. E essa fraqueza atinge o corpo mental você não se sente bem enquanto pensa; o corpo emocional, sentimentos se tornam fracos e momentâneos demais; e até o corpo material, mesmo andar fica difícil.

Em meio ao desespero, você resolve fugir para um mundo ideal. Um mundo onde você está no comando, mas a surpresa vem quando você percebe que mesmo estar no melhor dos mundos não adianta nada, se você não está bem.

Está muito difícil, o ambiente à sua volta não coopera, mudar essa situação torna-se tão necessário quanto respirar. Você tenta de tudo, desde remédios a cultos religiosos. Eles amenizam de fato seu problema, mas ainda falta algo, dentro de você. Continua faltando.

Você se ausenta um pouco mais contente com a pequena melhora, mas quando você volta algo te chama atenção.

“Ele me pediu desculpas, por tudo, disse que quer mudar” – ela diz e sai.

Você se alegra novamente, percebe que os humanos valem à pena.

“Mas, cara, você acha mesmo que ele vai mudar?” – perguntam.

“Talvez não...”-respondo- “Provavelmente não. Quer dizer, não é fácil mudar.”

Falo por experiência própria: nem tão cedo ele muda (mesmo querendo). Mas, sim, já é um começo.

“Você tem razão. Mas isso foi legal. Bem legal =]”

Sim, vale à pena continuar a viver.





Mudar é de fato muito difícil, eu, por exemplo, demorei séculos pra encaixotar as tralhas todas da foto u.u

terça-feira, 8 de abril de 2008

Ar de mudança...

Acho que um ponto alto da minha vida, por assim dizer foi a quarta série. Porque, não foi uma quarta série como qualquer outra... Foi uma quarta série no curso.

Lá, nós (e quando digo nós tomo a liberdade de falar em nome de todos, ou pelo menos a maioria dos alunos) de fato evoluímos. Não só como alunos, mas principalmente como pessoas. E foi justamente devido à todas essas recordações que mantenho do curso que resolvi “desenterrar” meu caderno de redação (redações que nos ajudavam a desenvolver e/ou encontrar nosso próprio estilo de escrita). Ao início da leitura me decepcionei com sua qualidade (ou falta desta), mas conforme fui chegando ao final o que constatei me impressionou, e muito. Pelo menos a meu ver houve uma evolução muito grande e isso me deixou feliz e, ao mesmo tempo, decepcionado. Feliz, pelo progresso propriamente dito, e decepcionado por perceber que da mesma forma que eu ganhava ‘A’ com aquelas antigas redações, ser elogiado por alguns textos atuais pode não significar nada.

Onde eu quero chegar e o que isso tem a ver com o blog? Conclui que talvez minha evolução na escrita daquela época para cá tenha sido demasiadamente pequena, e por ser a coisa que eu mais gosto de fazer, é como se me sentisse na obrigação de melhorar. Então começo com o projeto de redação, que seria escrever uma redação a no máximo cada dois dias e postar todas aqui no blog independente do quão ruins elas fiquem porque no final espero poder olhar para esse blog da mesma forma como olhei para o meu caderno.

E como essa é a primeira postagem do “projeto” resolvi postar duas redações do meu período de curso, uma do início e outra do final do ano respectivamente, não pela qualidade mas pela evolução.

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O curso do Frid

Quando descobri que vinha para o curso do Frid gostei e não gostei, porque iria me separar da minha antiga escola, mas gostei porque meu amigo me falava muito bem do curso e eu estava muito curioso, principalmente por causa do professor que falava palavrão que ele me dizia.

Mas adorei o horário, as matérias e o único dever de casa (redação), mas quando entrei achei mais legal do que pensava. Fiz novos amigos, e as aulas são super legais. Então pra que a escola antiga se o curso ganha de mil?

Sempre que volto para casa tenho novidades e trabalhos legais para fazer, não aqueles problemas para decorar.

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Cheiro de mato

Lembro-me bem daquele cheiro... Cheiro de mato, cheiro de ar, cheiro de felicidade...

Sempre que eu acordava ia ajudar meu avô na plantação. Tinhamos duas pás de pedreiro com cabos de madeira, uma para cada. Como era bom!

Quando meu avô comprava novas sementes era uma festa. Eu dormia cedo só para plantar o cheiro que hoje tanto me traz lembranças. O cheiro de mato.

Mas, agora, quando vou para lá, já não é mais a mesma coisa. O plantar de meu avô já não é mais o mesmo de cinco anos atrás. Sinto pena dele. Sinto falta do cheiro de mato.


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Então foi isso caro leitor, tive que escrever com pressa mas precisava vir aqui dizer isso. =]

domingo, 30 de março de 2008

Boa noite...

Prezado(s) leitor(es). [ como se houvesse algum =/ ]

Queria poder escrever mais, mas me encontro sob uma situação extremamente chata, repleta de gritos como "vai dormir" ou "amanhã você tem aula". Mas eu precisava vir aqui postar, algo que vem me intrigando desde que cheguei ao ensino médio e comecei a prestar maior atenção nos professores e em como eles sempre vem sob discursos diferentes ou discurso nenhum, mas no fundo só tem um objetivo: ensinar a matéria e ver quem consegue entender. Mas quando parei pra pensar melhor, vi que não é uma coisa de professor de ensino médio, é um problema em toda a sociedade. Enfim, vamos direto ao texto:

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Profissionais

Pedi transferência para outro planeta, mas eles não me atenderam. Eu saí e colocaram uma plaquinha: não fazemos mais transferência. Li aquilo e dei uma risada, “como se alguma vez já o tivessem feito” pensei. Eles são assim sabe, essas pessoas grandes. Verdadeiros profissionais.

Uma vez me indaguei se não seriam robôs, mas hoje vejo o quão ridículo é isso. Eles têm sentimentos, eles definitivamente são seres humanos, mas parece que os tratam como uma fraqueza, e por isso tentam escondê-los. Vêem a imparcialidade como uma virtude.

E foi por isso que eu quis fugir, foi por isso que pedi transferência. Estava realmente a fim de ir para um lugar onde ser humano não fosse vergonha, onde a palavra “adulto” não implica em ser que esconde seus sentimentos e defeitos sob o profissionalismo. Mas eles são profissionais, seres humanos escutariam o porquê que me faz querer mudar e discutiriam sobre o assunto, mas profissionais não são tão fracos. Não. Jamais fariam isso, aceitar dessa forma o pedido de uma criança?! Eles nos querem aqui, onde podem controlar nosso crescimento, vigiar-nos e fazer de nós cada vez mais profissionais. Os filhos que toda sociedade queria ter.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Feliz páscoa

Bom, antes de mais nada queria desejar feliz páscoa atrasado ao meu público que se chega a um leitor já está ultrapassando as expectativas.

Agora, vamos ao asssunto central.
OBS.: imaginem-se lendo um perfil de orkut xP


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Quem sou eu:
Meu nome é Johnny, nasci numa aula chata de biologia prática (aula chata de biologia não seria redundância?) sou corretor e, hoje, fazem 37 anos que não fumo. u.u





É meio que inerente ao ser humano desviar mais sua atenção para os defeitos do outro. Não que isso seja errado, até porque de certo modo ouvir elogios constantemente não é lá de tão grande serventia; veja bem, não estou negando a importância de ser elogiado (que se mostra mais que claro, por exemplo, na manutenção da auto-estima e da confiança). Mas acho que a importância da crítica está justamente na ferida que ela pode vir a causar, e é tentando curar essa ferida que somos levados a pensar. E acho que a partir dop momento que somos levados a pensar a crítica já perde seu teor negativo.

Então para facilitar seu trabalho como ser humano que creio que seja, listo os adjetivos que mais me marcaram até então (alguns vindos de mim mesmo):

Egoísta, mimado, infantil, orgulhoso, chato, fraco, medroso, impaciente, preguiçoso, anti-social, "joselito", inconseqüente e imaturo.

Não entenda isso como um "você já conhece meus defeitos agora vá buscar minhas qualidades" a questão é que se trata de um "quem sou eu" e se eu sou o que penso e as críticas me fazem pensar... [Sim, eu apelei muito nesse parágrafo]

Mas onde eu quero chegar com tudo isso? Bem, prezado leitor, acontece que, agora, enquanto o professor de matemática explica alguma coisa a ver com frações e expoentes negativos, sou levado a pensar em um evitável e desnecessário desentendimento de fim-de-feriado. Um desentendimento causado justamente pela dificuldade de lidar com os defeitos do outro. Então acho que seria de utilidades para todos, antes de criticar aquele ao lado, pensar um pouco nos próprios defeitos e na forma como eles nos são ressaltados pelos outros. E veja bem como vai falar, pois de nada adianta falar tudo o que pensa na hora em que pensa, ou guardar até não aguentar mais e soltar tudo de uma só vez se não está disposto a, além de mostrar o defeito, ajudar a repará-lo.


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Essa música ilustra bem o que eu quis dizer ali em cima: Perdendo os dentes - Pato Fu

terça-feira, 18 de março de 2008

Planos (ou a ausência deles)

Prezado(s) leitor(es),
devo chamar esta de minha verdadeira postagem inicial, já que a última, foi apenas mais um de meus devaneios-não-tão-longe-da-realidade.

Apresentações:
Eu sou eu, ou, talvez, não seja ninguém, mas permaneço na dúvida.
Criei este blog, porque minha vida real já estava se tornando sufocante. Sabe o que é viver sob ums série de disfarces? É exatamente assim que me sinto e, de certa forma, é assim que é. Não que eu não possa neste exato momento passar a ser quem eu sou, até porque estava levem,ente decidido a fazê-lo, mas a insegurança é muito grande e não creio que seja à toa.
Pensei que um blog seria uma boa maneira de poder dizer o que penso sem me preocupar muito com o que pode vir a acontecer. Nem mesmo pela preservação da identidade propriamente dita, mas até pelo fato da facilidade maior que encontro em me expressar através da escrita (o que não significa que eu escreva bem, até porque seria um significado um tanto quanto errôneo).
Utilizando de toda a franqueza quye o momento me permite não sei como pretendo manter seguir com este blog que surgiu, após um grande impulso de vontade de ser eu mesmo, mas nao pretendo abandoná-lo. Mas não se preocupe (se é que há alguém lendo, e se é que esse possível alguém viria a se preocupar) pois o blog não terminará, pelo menos não até onde meus horizontes se estendem (?).

segunda-feira, 17 de março de 2008

É preciso começar de algum lugar....




Por favor, alguém me tire daqui. Alguns até tentaram, mas aqui continuo. O que torna meu desespero um pouco mais divertido é o fato de estar aqui por opção, quer dizer, onde esperava encontrar refúgio, encontrei apenas mais um buraco. E, agora, estou aqui.

Mas não me perguntem onde estou, é constrangedor demais não saber onde é o aqui em que se encontra quando se chegou lá com o próprio esforço. Como se já não bastasse, sinto que não sou capaz de sair sozinho. Por isso apelo a você, e não entenda isso como uma forma de te menosprezar, é que, para mim, sempre foi difícil dizer isso, não como orgulho, mas pelo simples fato de não saber lidar com as pessoas, talvez porque faltem a mim umas regras de convívio básicas inerentes à grande maioria dos seres humanos.

Eu poderia dizer que não me importo muito e sou extremamente feliz sendo como sou. Mas sob o intuito de ser o mais verossímil possível, essa alternativa vai embora. Sim, eu sinto falta de fazer amigos e de manter conversas, sinto falta de ter algo para fazer que não refletir sobre a vida e minha inutilidade diante dela. Me cansei de contar segundo por segundo esperando o fim. Mas tudo isso vai embora quando estou com você. Entende sua importância nesse “drama”?! Você é a minha saída. Não uma saída para o paraíso, onde tudo é perfeito. Talvez seja uma saída que nos traga de volta para cá. Mas onde estou não tem mais tanta importância, pois eu sei que estou com você.