sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Carolina

Olá pessoas \o/
Saudades de postar aqui.

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Texto 13

Carolina

“Sem documentos ou lembranças jovem é encontrada desmaiada em plena Avenida”

Por mais que soubesse que já havia lido aquele recorte de jornal outras 2554 vezes nos últimos 363 dias não o teria tirado do bolso. Tampouco teria se considerado uma fanática. Apenas alimentava a esperança de recobrar, ao menos, parte da memória.

E enquanto tomava seu café da manhã e folheava o jornal do dia que trazia notícias como a do rapaz capturado que tentara se tornar um serial killer ou a da chegada de uma nova HQ de super-heróis ela só conseguia pensar uma coisa:

“enquanto tem tanta gente querendo ser especial...

...eu só quero poder ser alguém.”

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Posso escrever um livro...

Boa noite pessoas \o/

Acabei de conseguir finalmente escrever um texto que está muito estranho, muito mesmo, diga-se de passagem. A estrutura ta feiosa e tudo o mais, mas gostei, ainda assim =]

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Texto 12

O passado de um futuro escritor.

Acabara de saber.

Posso escrever um livro.

E realmente podia, as pessoas gostam de conhecer desventuras. Estava na casa do Amigo quando a notícia chegou. Terceira Revolução Industrial, as notícias voam.

Dia primeiro fora o cachorro, pouco tempo depois um incêndio resolveu levar a casa e os avós. Quem imaginaria que ir ao cinema com os pais poderia salvar uma vida? Até diria que salvou três, mas não seria assim tão fácil, não depois daquela tarde, não depois daquela notícia.

"Terrível acidente de carro, nenhum sobrevivente." Disse o locutor.

Não estava dando a mínima, nunca gostara muito de televisão; continuava a jogar com o Amigo, adorava jogos de tabuleiro. Mas não satisfeito, o maldito locutor resolveu falar o nome das vítimas. Não satisfeito o maldito locutor enunciou o nome de meus pais. Nunca gostara muito de televisão.

O Amigo e sua mãe não conseguiam falar nada, apenas me observavam com expressão de horror. Talvez esperassem ver-me chorando, mas não havia motivo para tanto. Não podia ter sido de outro jeito, nunca fora a pessoa mais sortuda do mundo, a metade restante da perna direita que o diga, mas isso não torna minha vida menos feliz. Apenas um pouco mais... complicada.

"O que vai fazer agora?" O Amigo não se conteve.

"Não sei, ainda tenho de pensar."

"Se houver qualquer coisa que pudermos ajudar" A Mãe resolveu se pronunciar. "Mas... como acha que vai ser agora?"

"Realmente não sei, ainda tenho muito no que pensar."

Nos calamos todos até que o pai do Amigo chegasse e a mãe explicasse a situação. Pude distinguir algumas palavras dentre os sussurros.

"O coitadinho perdeu tudo."

Suspirei.

Mas se ela soubesse a besteira que estava falando...

Ainda posso escrever um livro.

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E vocês, caros leitores, o que vão fazer agora?