O que você espera da vida, menino com acne?
Aonde vai com essa medicina de ponta? O que esconde?
Te digo: a acne
é tua parte menos feia
mais bonita.
O indivíduo, ah esse mito moderno,
é corpo nariz espinha cravo guardanapo ensopado,
mas somado - e só quando somado - a
outra coisa que não isotretinoína,
que não argan saúde (saúde é circunstância).
Somado a outra coisa, que alma.
Pergunto: cadê tua alma, menino de pele oleosa?
Narciso, te digo: não há memória
onde não há alma. Acredite.
Ser é tempo.
O que é uma espinha no curso da história?
O que um caso de amor?
Onde está o curso da história?
Por vezes se pergunta se jamais existirá
verdade em ti. Se jamais serás verdade em si.
Uma espinha nasceu na face.
É feia.
Façam silêncio, atentem.
Passem longe Pomadas, Unhas, Micróbios.
Longe, que também o Problema passa.
-------
Li hoje:
o indivíduo descobre que o seu “eu” não é dado, o que é dada é a pura possibilidade de realização desse “eu”. (...)
Sem ter onde apoiar-se, o indivíduo sente a angústia de estar entregue à sua própria responsabilidade.
[s]ó na medida em que for capaz de sofrer a prova desse abandono será [o indivíduo] existencialmente livre
Serei capaz, pergunto de mim para mim.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
and the mind's true liberation (ou hava nagila)
Eu pensei em escrever uma poesia.
Mas acontece que hoje não dá hoje depois do renascimento
da tragédia. Não dá pra qualquer forma de arte
que não seja coletiva. Que não envolva que não muitos
para muitos. E não é hierarquia
absolutamente.
Acontece que hoje, me encanta o encanto
me encanta a música a literatura e a poesia
que resignificadas jamais poderiam ser
de um só (toda leitura é apropriativa, uma vez me disseram;
luz balão, uma vez me disseram).
Só hoje. E me encanta.
Opa, o quê? Não,
acho que definitivamente não
escrevi um poema.
Mas acontece que hoje não dá hoje depois do renascimento
da tragédia. Não dá pra qualquer forma de arte
que não seja coletiva. Que não envolva que não muitos
para muitos. E não é hierarquia
absolutamente.
Acontece que hoje, me encanta o encanto
me encanta a música a literatura e a poesia
que resignificadas jamais poderiam ser
de um só (toda leitura é apropriativa, uma vez me disseram;
luz balão, uma vez me disseram).
Só hoje. E me encanta.
Opa, o quê? Não,
acho que definitivamente não
escrevi um poema.
Assinar:
Comentários (Atom)