quarta-feira, 23 de abril de 2008

Sem idéias pra título, sorry ^^

Boa noite ^^
Bom, primeiramente, quero informar que estou desistindo da idéia de ter um prazo pra postar, pelo menos por um tempo. Vou acabar não cumprindo com ele.
Segundamente, agradecer ao único voto que eu tive até agora na enquete.
Terceira e ultimamente quero dizer que adorei escrever essa redação, não que ela tenha ficado boa, porque realmente ficou horrível, mas eu nunca, pelo menos não que eu me lembre, havia escrito algo parecido e foi realmente divertido fazê-lo xD.

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Desconfiança

-Bom dia – diz ela de uma forma natural e ao mesmo tempo técnica, como se não se importasse com quem estava falando, ou até mesmo se era dia realmente, fazia aquilo como uma obrigação.

-Bom dia. – respondo enquanto a porta se fecha e confiro se o ‘térreo’ está marcado.

A porta se abre, e como se eu não estivesse ali, ela sai andando. Talvez esteja atrasada pensei. Mas, não, ela não é do tipo que se atrasa, é profissional demais.

Passo pelo porteiro e pergunto se há previsão de chuva, mas não me importo com o tempo, tenho um guarda chuva na mochila, é apenas o hábito. Seria frio demais passar por ele sem nada dizer, como se ele só estivesse ali para abrir a porta. Algo me chama a atenção e sou impelido a olhar sua face, nunca tinha reparado, em seus traços típicos de um nordestino. No fundo eu sou igual à moça do elevador. Mas isso me incomoda.

Caminho pela praça devorando, com o olhar, tudo ao meu redor, não quero que me escape um detalhe sequer. Engraçado como nunca tinha reparado naquele paralelepípedo solto em frente à padaria que, por sua vez, tem seu ‘A’ meio apagado, tornando-se apenas uma PADARI.

Sentado no banco da praça posso ver com clareza: uma mãe leva seus três filhos para as respectivas escolas. O garoto e a garota estão discutindo, provavelmente algum motivo infantil demais para um adulto, já que a mãe parecia nem se importar com aquilo. Essa sim parece ter pressa, estava arrumada como se ainda tivesse que ir ao trabalho, nem reparou que as pernas do menor quase não conseguem acompanhar seu ritmo.

O pequeno tropeça no paralelepípedo. O casal para de discutir e o ajuda a se levantar. Todos os quatro andam devagar até o banco em que me encontrava onde o pequeno pode sentar e responder a uma série de perguntas como ‘você está bem?’ ou ‘acha que consegue andar até a escola?’. O casalzinho retoma a discussão:

-Hoje é você que vai fazer o trabalho, você nunca faz nada. – Diz a garota.

-Então porque faz dupla comigo? – perguntou o garoto.

-Ah... porque... – fala a garota desconcertadamente.

-Quem é você? – pergunta o pequeno apontando para mim e interrompendo a conversa dos irmãos. Havia sido o único a perceber minha presença até então.

Tive medo de responder a pergunta. Tive medo de encarar a verdade...

-Toma! – Entrego-lhe o guarda-chuva. - O porteiro disse que não vai chover. – Fecho a mochila e vou embora enquanto eles me observam sem nada entender.

... mas às vezes é preciso assumir as responsabilidades.


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p.s.:Ah eu adoro receber comentários então você, caro leitor, comente, diga o que acha, o que deve mudar em relação ao blog, aos textos, à qualquer coisa. Críticas, sugestões, etc são sempre bem vindos =DDDD

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Mudança

Como é estranho quando se perde a confiança no ser humano e em si mesmo. Uma marca de fraqueza eu diria. E essa fraqueza atinge o corpo mental você não se sente bem enquanto pensa; o corpo emocional, sentimentos se tornam fracos e momentâneos demais; e até o corpo material, mesmo andar fica difícil.

Em meio ao desespero, você resolve fugir para um mundo ideal. Um mundo onde você está no comando, mas a surpresa vem quando você percebe que mesmo estar no melhor dos mundos não adianta nada, se você não está bem.

Está muito difícil, o ambiente à sua volta não coopera, mudar essa situação torna-se tão necessário quanto respirar. Você tenta de tudo, desde remédios a cultos religiosos. Eles amenizam de fato seu problema, mas ainda falta algo, dentro de você. Continua faltando.

Você se ausenta um pouco mais contente com a pequena melhora, mas quando você volta algo te chama atenção.

“Ele me pediu desculpas, por tudo, disse que quer mudar” – ela diz e sai.

Você se alegra novamente, percebe que os humanos valem à pena.

“Mas, cara, você acha mesmo que ele vai mudar?” – perguntam.

“Talvez não...”-respondo- “Provavelmente não. Quer dizer, não é fácil mudar.”

Falo por experiência própria: nem tão cedo ele muda (mesmo querendo). Mas, sim, já é um começo.

“Você tem razão. Mas isso foi legal. Bem legal =]”

Sim, vale à pena continuar a viver.





Mudar é de fato muito difícil, eu, por exemplo, demorei séculos pra encaixotar as tralhas todas da foto u.u

terça-feira, 8 de abril de 2008

Ar de mudança...

Acho que um ponto alto da minha vida, por assim dizer foi a quarta série. Porque, não foi uma quarta série como qualquer outra... Foi uma quarta série no curso.

Lá, nós (e quando digo nós tomo a liberdade de falar em nome de todos, ou pelo menos a maioria dos alunos) de fato evoluímos. Não só como alunos, mas principalmente como pessoas. E foi justamente devido à todas essas recordações que mantenho do curso que resolvi “desenterrar” meu caderno de redação (redações que nos ajudavam a desenvolver e/ou encontrar nosso próprio estilo de escrita). Ao início da leitura me decepcionei com sua qualidade (ou falta desta), mas conforme fui chegando ao final o que constatei me impressionou, e muito. Pelo menos a meu ver houve uma evolução muito grande e isso me deixou feliz e, ao mesmo tempo, decepcionado. Feliz, pelo progresso propriamente dito, e decepcionado por perceber que da mesma forma que eu ganhava ‘A’ com aquelas antigas redações, ser elogiado por alguns textos atuais pode não significar nada.

Onde eu quero chegar e o que isso tem a ver com o blog? Conclui que talvez minha evolução na escrita daquela época para cá tenha sido demasiadamente pequena, e por ser a coisa que eu mais gosto de fazer, é como se me sentisse na obrigação de melhorar. Então começo com o projeto de redação, que seria escrever uma redação a no máximo cada dois dias e postar todas aqui no blog independente do quão ruins elas fiquem porque no final espero poder olhar para esse blog da mesma forma como olhei para o meu caderno.

E como essa é a primeira postagem do “projeto” resolvi postar duas redações do meu período de curso, uma do início e outra do final do ano respectivamente, não pela qualidade mas pela evolução.

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O curso do Frid

Quando descobri que vinha para o curso do Frid gostei e não gostei, porque iria me separar da minha antiga escola, mas gostei porque meu amigo me falava muito bem do curso e eu estava muito curioso, principalmente por causa do professor que falava palavrão que ele me dizia.

Mas adorei o horário, as matérias e o único dever de casa (redação), mas quando entrei achei mais legal do que pensava. Fiz novos amigos, e as aulas são super legais. Então pra que a escola antiga se o curso ganha de mil?

Sempre que volto para casa tenho novidades e trabalhos legais para fazer, não aqueles problemas para decorar.

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Cheiro de mato

Lembro-me bem daquele cheiro... Cheiro de mato, cheiro de ar, cheiro de felicidade...

Sempre que eu acordava ia ajudar meu avô na plantação. Tinhamos duas pás de pedreiro com cabos de madeira, uma para cada. Como era bom!

Quando meu avô comprava novas sementes era uma festa. Eu dormia cedo só para plantar o cheiro que hoje tanto me traz lembranças. O cheiro de mato.

Mas, agora, quando vou para lá, já não é mais a mesma coisa. O plantar de meu avô já não é mais o mesmo de cinco anos atrás. Sinto pena dele. Sinto falta do cheiro de mato.


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Então foi isso caro leitor, tive que escrever com pressa mas precisava vir aqui dizer isso. =]