sexta-feira, 19 de setembro de 2008

It’s the end of the world as we know it

Hi folks o/

Então, hoje estou postando mais um texto ruim *-*

*De onde vem esses textos tão mal escritos e feitos às pressas?

Bem eles vêm de momentos em que eu quero escrever mas não tenho a menor inspiração 'o' Acaba tendo que sair meio forçado [estou até pensando em fazer o teste do Activea 'o']

Antes de divulgar o texto devo dizer que, se é a primeira (ou uma das primeiras) vezes que você vem ao blog, faça o favor de pular esse texto. q

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Texto 11 (Rascunho)

Fim dos Tempos

Eles eram os últimos. Os restos do que um dia fora a humanidade, sobrevivendo do lixo que um dia fora a Terra. Seis no total, cinco crianças, que tiveram que crescer mais rápido que eram capazes e ela. Ela que sempre quis poder chamá-los de filhos e afagar quando tivessem medo. Sempre quis poder lhes dar um beijo ou, ao menos, um nome. Mas aqueles seres não precisavam de uma mãe, precisavam, apenas, sobreviver.

Dentre os seis, ela era a única que conhecera a Terra antes de tudo acontecer, mas preferiu apagar esse episódio de sua cabeça assim como tudo o que dizia respeito aos velhos tempos. Nem ao menos ensinara os 'filhos' a falar, uma vez que para que ficassem vivos gestos e grunhidos eram o suficiente. Sempre que uma dos crianças ousava dar nome a algo ela fazia questão de dispor todas as suas forças num único tapa de modo que, mesmo semanas depois quando a marca da mão não mais fosse visível eles se lembrariam de não o fazer de novo. Seu maior medo era que suas crias, no fim das contas, adquirissem os mesmos hábitos da antiga humanidade, assim como aconteceu com o filho menor. O pequeno parecia uma fábrica de substantivos. Certa vez confundiu um lobo faminto com o animal amigável que ele mesmo nomeara como "au". Nunca mais pôde nomear nada.

Ainda no dia do falecimento, mesmo abalada, teve que esconder suas lágrimas e acasalar com seu filho mais velho. Ficou impressionada ao ver como sua criação estava tendo sucesso. As crianças, sem conhecer o afeto, se mostraram indiferentes a perda, sua única preocupação foi a de não deixar o bando desfalcado. Mas ela, mesmo tentando romper com os costumes da antiga sociedade não conseguia se sentir bem mantendo uma relação sexual com o próprio filho. Os outros não conheciam esses laços, os meninos e as irmãs fariam o mesmo quando estas pudessem procriar talvez viessem a fazê-lo, algum dia, até com as próprias filhas. Suas criaturas eram muito superiores à criadora e ela se orgulhava de seu trabalho.

Já estava perto do dia em que o novo integrante sairia da barriga quando o grupo teve uma de suas costumeiras 'crises sérias de comida'. Conseguiram, porém, nos destroços do que um dia deveria ter sido uma casa algumas latas com comida, já podre, claro, mas esse, como tudo para eles, era um detalhe indiferente. Acamparam ali aquela noite. Enquanto a mulher dormia, os filhos procuravam pelo chão qualquer utensílio que tivesse alguma serventia. Acabaram encontrando bonecos: bombeiros, astronautas, super-heróis. Ficaram instigados com o ar superioridade que estes tinham e com a forma como se vestiam. Começaram a tentar imitar. Pegavam panos no chão e amarravam no pescoço, colocavam facas diante do corpo e começavam a fazer pose. Bem no fundo, ainda eram crianças. Mas não notaram que a mulher fosse acordar e presenciar aquilo. E foi tomada pelo ódio que ela arrancou de suas mãos aquilo que há algum tempo atrás chamara de heróis e depositara confiança, fez questão de que todos vissem enquanto os arremessava na fogueira. Enquanto o plástico dos brinquedos derretia acabou deixando escapar um sorriso, mas não importava, naquela noite sua vingança estava feita.

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3 comentários:

Emilie Alice disse...

nossa o_o

Unknown disse...

eu gosteeeeiii! mas, ao mesmo tempo que achei suas partes [introdução, desencolvimento e conclusão] bem definidas, achei o final meio "aberto". confusa oii =]

alice disse...

a estrutura do texto é boa, mas é cansativa também... .-.