quinta-feira, 8 de agosto de 2013

ao som de caetano

(5-8-2013)

Hoje, por duas vezes me perdi. A primeira no teatro a segunda na rua. Não sei qual deliberada qual acidente. Mas nambas um fascínio, suspensão momentânea do medo-corrente. Gozo breve.  tentei mais duma vez escrever o que se passou nas ruas da gávea. Na praça. A solidão redentora. A escrita que resignifica o espaço. A Bahia shuffle bárbara.
Reproduzo apenas o que escrevi no banco caderninho azul-flores entre liberdades. Sem nenhuma intenção estética. E com todas.
Enlouqueci. Enlouqueço cada vez mais. Observo-me atenta e lucidamente enlouquecer.
Que loucura.

*

Liquideus
desisteu
de mim

*

Os loucos
desabrigados
aprenderam
por força
a rua


Os colunistas
guardavam sonhos
filhos
da propriedade
privada priva-
dos sonhos
guardados


Chamo Chile
onde sou
colunista
e louco

*

pépépépépépépépépépépépépépépépépépépépépépépépépépépépépépé

               (eu)                                                                 caramba, nem parece
              (banco)                                                                que são dois


*

Há dois anos estudando aqui e nem fazia ideia de que esse lugar é assim.

*

Às vezes eu espero uma coisa tão grande da máquina
do mundo
feito não vejo a planta atrás do poste o mar de ladrilho (pedra
do colonizador) sujo feito não faço carinho no cachorro A MÁQUINA
MEU DEUS A MÁQUINA (isso em nada reduz) está no não ser.
E quantas gotas de álcool revelador deixei derramar à toa
(há seis mil anos o homem vive feliz fazendo vinhos e asneiras)
(há seis mil anos eu jogo vinho fora, veja só, mas que besteira)

*

Contra o machismo linguístico,
usemos todos o vocábulo:
HOMEMA

*

"eu cheguei aqui"
and it's a long road
it's a long way
a lolololololong
way
se quiser continuar

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