(5-8-2013)
Hoje, por duas vezes me perdi. A primeira no teatro a segunda na rua. Não sei qual deliberada qual acidente. Mas nambas um fascínio, suspensão momentânea do medo-corrente. Gozo breve. tentei mais duma vez escrever o que se passou nas ruas da gávea. Na praça. A solidão redentora. A escrita que resignifica o espaço. A Bahia shuffle bárbara.
Reproduzo apenas o que escrevi no banco caderninho azul-flores entre liberdades. Sem nenhuma intenção estética. E com todas.
Enlouqueci. Enlouqueço cada vez mais. Observo-me atenta e lucidamente enlouquecer.
Que loucura.
*
Liquideus
desisteu
de mim
*
Os loucos
desabrigados
aprenderam
por força
a rua
Os colunistas
guardavam sonhos
filhos
da propriedade
privada priva-
dos sonhos
guardados
Chamo Chile
onde sou
colunista
e louco
*
pépépépépépépépépépépépépépépépépépépépépépépépépépépépépépé
(eu) caramba, nem parece
(banco) que são dois
*
Há dois anos estudando aqui e nem fazia ideia de que esse lugar é assim.
*
Às vezes eu espero uma coisa tão grande da máquina
do mundo
feito não vejo a planta atrás do poste o mar de ladrilho (pedra
do colonizador) sujo feito não faço carinho no cachorro A MÁQUINA
MEU DEUS A MÁQUINA (isso em nada reduz) está no não ser.
E quantas gotas de álcool revelador deixei derramar à toa
(há seis mil anos o homem vive feliz fazendo vinhos e asneiras)
(há seis mil anos eu jogo vinho fora, veja só, mas que besteira)
*
Contra o machismo linguístico,
usemos todos o vocábulo:
HOMEMA
*
"eu cheguei aqui"
and it's a long road
it's a long way
a lolololololong
way
se quiser continuar
Nenhum comentário:
Postar um comentário