Quando escrevo sobre um livro que li,
escrevo sobre o que li num livro.
Jamais sobre o que um autor escreveu,
porque leio jamais o que um autor escreveu.
Leio num livro o que leio num livro;
em mais nada elocubração.
Toda leitura é interpretativa, uma vez ouvi.
Toda leitura de lábios é interpretativa
(com som
sem som
com ou sem lábios).
E me vem gente falar transmídia
como quem fala teleporte, classe c, felicidade
Grite relativista quem quiser,
grite chato
que eu respondo,
escrevo,
sobre o que li em relativista
quando os lábios gritaram e eu li relativista.
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