sábado, 13 de outubro de 2012

Cansei das multidões
e dos barulhos que elas fazem
do tlec tlec dos talheres
do blrblrblrblr das falas
a repetição - o eterno
refrão.

Me fatigam as cores que elas têm
Chega! Che-
ga, Tudo preto agora, se
dependesse de mim - nem
branco, esse luxo, supérfluo. Decreto
o fim
do pavão.

Os outros três sentidos pro raio
que os parta junto, que cansei das multidões
e das listas que elas fazem
mas sobre
        tudo cansei d'
o tilintar eterno - ele
que jamais se cansa, ai
de mim [trágico
porque poeta ou poeta porque
Poeta?] -
da existência.


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você sente a sintonia com o mundo quando, depois de escrever isso, começa um ioga louco.

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