Bom, primeiramente, quero informar que estou desistindo da idéia de ter um prazo pra postar, pelo menos por um tempo. Vou acabar não cumprindo com ele.
Segundamente, agradecer ao único voto que eu tive até agora na enquete.
Terceira e ultimamente quero dizer que adorei escrever essa redação, não que ela tenha ficado boa, porque realmente ficou horrível, mas eu nunca, pelo menos não que eu me lembre, havia escrito algo parecido e foi realmente divertido fazê-lo xD.
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Desconfiança
-Bom dia – diz ela de uma forma natural e ao mesmo tempo técnica, como se não se importasse com quem estava falando, ou até mesmo se era dia realmente, fazia aquilo como uma obrigação.
-Bom dia. – respondo enquanto a porta se fecha e confiro se o ‘térreo’ está marcado.
A porta se abre, e como se eu não estivesse ali, ela sai andando. Talvez esteja atrasada pensei. Mas, não, ela não é do tipo que se atrasa, é profissional demais.
Passo pelo porteiro e pergunto se há previsão de chuva, mas não me importo com o tempo, tenho um guarda chuva na mochila, é apenas o hábito. Seria frio demais passar por ele sem nada dizer, como se ele só estivesse ali para abrir a porta. Algo me chama a atenção e sou impelido a olhar sua face, nunca tinha reparado, em seus traços típicos de um nordestino. No fundo eu sou igual à moça do elevador. Mas isso me incomoda.
Caminho pela praça devorando, com o olhar, tudo ao meu redor, não quero que me escape um detalhe sequer. Engraçado como nunca tinha reparado naquele paralelepípedo solto em frente à padaria que, por sua vez, tem seu ‘A’ meio apagado, tornando-se apenas uma PADARI.
Sentado no banco da praça posso ver com clareza: uma mãe leva seus três filhos para as respectivas escolas. O garoto e a garota estão discutindo, provavelmente algum motivo infantil demais para um adulto, já que a mãe parecia nem se importar com aquilo. Essa sim parece ter pressa, estava arrumada como se ainda tivesse que ir ao trabalho, nem reparou que as pernas do menor quase não conseguem acompanhar seu ritmo.
O pequeno tropeça no paralelepípedo. O casal para de discutir e o ajuda a se levantar. Todos os quatro andam devagar até o banco em que me encontrava onde o pequeno pode sentar e responder a uma série de perguntas como ‘você está bem?’ ou ‘acha que consegue andar até a escola?’. O casalzinho retoma a discussão:
-Hoje é você que vai fazer o trabalho, você nunca faz nada. – Diz a garota.
-Então porque faz dupla comigo? – perguntou o garoto.
-Ah... porque... – fala a garota desconcertadamente.
-Quem é você? – pergunta o pequeno apontando para mim e interrompendo a conversa dos irmãos. Havia sido o único a perceber minha presença até então.
Tive medo de responder a pergunta. Tive medo de encarar a verdade...
-Toma! – Entrego-lhe o guarda-chuva. - O porteiro disse que não vai chover. – Fecho a mochila e vou embora enquanto eles me observam sem nada entender.
... mas às vezes é preciso assumir as responsabilidades.
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p.s.:Ah eu adoro receber comentários então você, caro leitor, comente, diga o que acha, o que deve mudar em relação ao blog, aos textos, à qualquer coisa. Críticas, sugestões, etc são sempre bem vindos =DDDD
3 comentários:
gostei do texto, principalmente do final xD bem tua cara mesmo... fico pensando se isso realmente aconteceu ou se foi um 'devaneio' da sua cabeça. enfim, seus textos estão bons, mas digita direito! hehe xD "demasi" e "de vagar"??? poo, presta atenção =P
I don't mind other girls dancing with my boy.
texto extremamente piegas, adorei.
Quem sabe eu ainda hei de escrever coisas criativas.
Adorei o final amigo. Me fez querer saber o final logo.
Super diferente e divertido.
Me entreti.
Mas não poderia esperar menos de você meu amigo.
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