domingo, 30 de março de 2008

Boa noite...

Prezado(s) leitor(es). [ como se houvesse algum =/ ]

Queria poder escrever mais, mas me encontro sob uma situação extremamente chata, repleta de gritos como "vai dormir" ou "amanhã você tem aula". Mas eu precisava vir aqui postar, algo que vem me intrigando desde que cheguei ao ensino médio e comecei a prestar maior atenção nos professores e em como eles sempre vem sob discursos diferentes ou discurso nenhum, mas no fundo só tem um objetivo: ensinar a matéria e ver quem consegue entender. Mas quando parei pra pensar melhor, vi que não é uma coisa de professor de ensino médio, é um problema em toda a sociedade. Enfim, vamos direto ao texto:

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Profissionais

Pedi transferência para outro planeta, mas eles não me atenderam. Eu saí e colocaram uma plaquinha: não fazemos mais transferência. Li aquilo e dei uma risada, “como se alguma vez já o tivessem feito” pensei. Eles são assim sabe, essas pessoas grandes. Verdadeiros profissionais.

Uma vez me indaguei se não seriam robôs, mas hoje vejo o quão ridículo é isso. Eles têm sentimentos, eles definitivamente são seres humanos, mas parece que os tratam como uma fraqueza, e por isso tentam escondê-los. Vêem a imparcialidade como uma virtude.

E foi por isso que eu quis fugir, foi por isso que pedi transferência. Estava realmente a fim de ir para um lugar onde ser humano não fosse vergonha, onde a palavra “adulto” não implica em ser que esconde seus sentimentos e defeitos sob o profissionalismo. Mas eles são profissionais, seres humanos escutariam o porquê que me faz querer mudar e discutiriam sobre o assunto, mas profissionais não são tão fracos. Não. Jamais fariam isso, aceitar dessa forma o pedido de uma criança?! Eles nos querem aqui, onde podem controlar nosso crescimento, vigiar-nos e fazer de nós cada vez mais profissionais. Os filhos que toda sociedade queria ter.

3 comentários:

alice disse...

eu leio, idiota.

Riane S. disse...

Legal o texto...

=]

Anônimo disse...

Me senti a cruela cruel quando li "Boa Noite". Pois sou eu que o mando dormir e lembro da aula no dia seguinte. Mas como toda mãe sempre quero o melhor e as vezes deixo de perceber o essencial. Desculpas. Te amo.