quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Enquanto/quando me identificar, haverá problema.
Haverá problema.

"{-Mulher... ô mulher...
-Ahn?
-Você ouviu?
-Ahn?
-Ouviu?
-O quê?
-Shshshiuuu...
-Ahn?
-Ouviu?

(Pausa)

-Parece... parece que tem alguém gemendo...
-É...
-Santo deus!
-Shshshiuuu... Fala baixo!
-Não vamos ajudar?
-Ficou doida?
-Mas... tá aqui... bem na porta...
-Fica quieta!
-Ai, meu Deus!

(Pausa)

-Deve ter sido facada.... pelo jeito...
E a gente não vai fazer nada?
-Fazer? Fazer o quê, mulher? Fica quieta... E se tem alguém lá fora?, de tocaia?

(Pausa)

-Parou...
-O quê?
-Parece que parou...
-O quê?
-A gemeção...

(Pausa)

-É... Parou mesmo... Vamos lá agora?
-Não!
-Por quê?
-Porque... porque ainda pode ter alguém lá... E aí? Melhor dormir... Vai... vira pro canto... vira pro canto e dorme... Amanhã... amanhã a gente vê... Amanhã a gente fica sabendo... Dorme... vai...}"

- Luiz Ruffato, Eles eram muitos cavalos

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