segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

coffee and drugs (in the pug's mug)

Saudades (mentira, necessidade) desses enormes posts Thiago-deprecia-Thiago.


Começa tudo naquele(s) sonho(s). Eu preciso muito andar minhas pernas. Seja por estar atrasado pra faculdade ou por estar com medo das ausências da rua em noite.
Elas, no entanto, não obedecem. São lentas, rastejam no ar. Não como se algo em mim relutasse. Não há conflito civil na psique - ou se há, não é o que o silencia o movimento.

Ou quando, na prova oral, o absurdo diante dos olhos não é absurdo diante dos olhos. "Isso é muito legal", "dessa eu não gosto", eu digo. Os sofás flutuam, mas estamos de pé, e você gosta de delicados.

Montei acampamento na superfície e ali estagnei. Já me importa muito menos o que alguém pensa diante do que sua aparência me faz pensar. Cada conquista numa das 18 direções janvriermente definidas - bem como em quaisquer outras - foi abdicada
em prol de índices tais como já foram coffee pugs mugs drugs.
E, nesses 150 anos de projeto moderno, mal resplandeço sob o signo calamitoso duma interface triunfal.

Cada passo é procura por uma reviravolta - que nunca reviravoltou -
provavelmente inincontrável nos termos dessa busca.
Talvez se tirar as aspas.
Talvez se limpar o campo, fechar o google-wikipédia-facebook.
Talvez em mim.
["CLICHÊÊÊêeêÊÊÊÊÊeÊ" - Gritou a torcida]
Mas, sim.
Só.

Daí a tela começa a escurecer. Eu estou completamente despido andando por um beco à noite enquanto Tommy Gnosis canta Wicked Little Town.
E talvez não tenha nada no céu, senão ar.
Nem traçado místico algum.
E nada para encontrar que não possa ser encontrado.
Pelo visto o estranho sou sempre eu.

Nenhum comentário: