Acho que um ponto alto da minha vida, por assim dizer foi a quarta série. Porque, não foi uma quarta série como qualquer outra... Foi uma quarta série no curso.
Lá, nós (e quando digo nós tomo a liberdade de falar em nome de todos, ou pelo menos a maioria dos alunos) de fato evoluímos. Não só como alunos, mas principalmente como pessoas. E foi justamente devido à todas essas recordações que mantenho do curso que resolvi “desenterrar” meu caderno de redação (redações que nos ajudavam a desenvolver e/ou encontrar nosso próprio estilo de escrita). Ao início da leitura me decepcionei com sua qualidade (ou falta desta), mas conforme fui chegando ao final o que constatei me impressionou, e muito. Pelo menos a meu ver houve uma evolução muito grande e isso me deixou feliz e, ao mesmo tempo, decepcionado. Feliz, pelo progresso propriamente dito, e decepcionado por perceber que da mesma forma que eu ganhava ‘A’ com aquelas antigas redações, ser elogiado por alguns textos atuais pode não significar nada.
Onde eu quero chegar e o que isso tem a ver com o blog? Conclui que talvez minha evolução na escrita daquela época para cá tenha sido demasiadamente pequena, e por ser a coisa que eu mais gosto de fazer, é como se me sentisse na obrigação de melhorar. Então começo com o projeto de redação, que seria escrever uma redação a no máximo cada dois dias e postar todas aqui no blog independente do quão ruins elas fiquem porque no final espero poder olhar para esse blog da mesma forma como olhei para o meu caderno.
E como essa é a primeira postagem do “projeto” resolvi postar duas redações do meu período de curso, uma do início e outra do final do ano respectivamente, não pela qualidade mas pela evolução.
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O curso do Frid
Quando descobri que vinha para o curso do Frid gostei e não gostei, porque iria me separar da minha antiga escola, mas gostei porque meu amigo me falava muito bem do curso e eu estava muito curioso, principalmente por causa do professor que falava palavrão que ele me dizia.
Mas adorei o horário, as matérias e o único dever de casa (redação), mas quando entrei achei mais legal do que pensava. Fiz novos amigos, e as aulas são super legais. Então pra que a escola antiga se o curso ganha de mil?
Sempre que volto para casa tenho novidades e trabalhos legais para fazer, não aqueles problemas para decorar.
Cheiro de mato
Lembro-me bem daquele cheiro... Cheiro de mato, cheiro de ar, cheiro de felicidade...
Sempre que eu acordava ia ajudar meu avô na plantação. Tinhamos duas pás de pedreiro com cabos de madeira, uma para cada. Como era bom!
Quando meu avô comprava novas sementes era uma festa. Eu dormia cedo só para plantar o cheiro que hoje tanto me traz lembranças. O cheiro de mato.
Mas, agora, quando vou para lá, já não é mais a mesma coisa. O plantar de meu avô já não é mais o mesmo de cinco anos atrás. Sinto pena dele. Sinto falta do cheiro de mato.
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Então foi isso caro leitor, tive que escrever com pressa mas precisava vir aqui dizer isso. =]
Um comentário:
Antes de mais nada, obrigada pelo convite de passar aqui!
AMEEEEEEEEEEI o texto sobre o Rio e vou voltar várias vezes pra ler todos os outros, mas passando os olhos rápidos li esse sobre cheiro e me lembrei de algo que escrevi,
chame-se " Pãozinho":
"Acordei e fui comer um pãozinho.
Nem fui na padaria, porque já tinha pão de ontem e estava ainda molezinho.
Aquele que o padeiro da bicicleta chama de "croissant"...
Nem é "croissant" pensei, é "cóió".
Putz! Me deu saudade do meu pai chamando pãozinho de "cóió"...
Beijos,
Teacher
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